Carta ao público da minha mente...
Fevereiro de 2008
Provavelmente vai sair um comentário com o qual poucos concordam, mas como, cada vez mais, eu acho que vivemos numa selva, preciso de dar o grito do Tarzan. Neste caso da Jane.
Em todo o lado existem pessoas diferentes, é verdade e não teria piada se não fosse, mas é assim tão importante evoluir com as gerações em alguns aspectos?
Ora vejamos…Eu quando era pequenina, via filmes de príncipes e princesas, via a Bela Adormecida, a Cinderela, A Branca de Neve, entre muitos outros, e brincava exactamente a isso. Brincava às Barbies e a tudo aquilo que tivesse ou que eu pudesse imaginar finais felizes. Cresci no meio de tudo isso, vivi coisas que me fizeram acreditar que os finais felizes por muito longínquos que nos pareçam, acontecem todos os dias de manhã. É um final feliz, uma realização e algo a que ninguém dá valor, acordar todos os dias de manhã.
Mas tantas palavras para quê? As perguntas são simples… Porque é que as meninas de hoje em dia deixaram de sonhar em ser princesas e passaram a sonhar ser rainhas das festas?
Porque é que se chama ridículo a coisas que fizeram parte da infância de outros? Porque é que os pais, cada vez mais, alimentam essas chamadas “evoluções”?
Não tem mal nenhum em crescer a ver filmes da Disney, ou brincar com bonecas que têm o protótipo que nos foi impingido de princesas, pelo contrário!
Salientando a faixa etária dos mais jovens, pois os dramas existenciais fazem parte, cada vez mais, há quem se queixe da sua vida e, cada vez mais, isso é visível a olho nu. Precisam de disparar em todos os sentidos e rezar para que acerte em algo ou alguém.
E mais uma vez a pergunta é… “Porque é que acertam sempre nos mais fracos?”
Outra das particularidades das pessoas é palpitar sobre coisas que não dominam, somente para terem sempre algo a dizer. Falam, falam, falam e só sai AR!
Ainda que muitas destas coisas sejam escandalosas, há sempre aqueles que acham que fica bem arranjar um tema para “debater em praça pública”.
E chorar? Chorar faz bem, e á partida é o chorar que limpa a alma. Virão daí as almas sujas? Neste caso a sujidade pode-se denominar de varias maneiras, mas não me apetece estender o tema, pois teria de arranjar mais adjectivos.
E arranjar problemas? Outra pergunta… Não acham que este mundo já tem problemas demais para se arranjar mais um…ou dois… ou três… ou quatro… ou cinco… ou aqueles que arranjamos todos os dias?
Sabendo ver o lado mau dele (mundo), não deveríamos saber ver o lado bom?
E ele? Desta vez Ele Todo o Poderoso (seja lá ele o que for) que é tão amigo e tão inteligente e as pessoas têm a mania de subestimá-lo e criticá-lo?! Diz-se, e com muita sabedoria, que as coisas têm a importância que nós lhes damos. E não será a fé uma coisa? Basta acreditar para concretizar.
Achar que há coisas que não superamos está errado! Ele só nos dá aquilo que podemos superar, e quem diz o contrário é porque tem ainda muito para levar ás costas. Para quê tanto filme? Sim, o desespero é sempre o maior problema.
O que é normal hoje em dia, foi anormal numa geração anterior.
Conclusão?
A evolução em certos aspectos é muito positiva, mas noutros, não se devia chamar evolução, pois muitas das vezes é exactamente o contrário.
Cheguei a pensar que, como se diz que a maioria ganha, eu era a louca e tinha os conceitos trocados, mas depois de tudo isto, posso dormir descansada. Os loucos são eles!
E nunca ninguém disse que a vida era fácil…
Rita Ferreira
Escrito por Rita às 20h54
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